Mostrando postagens com marcador Mundo das Marcas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo das Marcas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A moda masculina avança olhando para ontem

Alexandre Herchcovitch e João Pimenta desfilaram suas coleções masculinas para o Inverno 2012 inspirados pelo passado e acertando no futuro. Os dois estilistas são considerados os mais autorais dentro da criação para homens e têm em comum, além do tom de passado, a mistura esperta de formal e casual, esportivo e alfaiataria - opostos que já podem habitar o mesmo lugar. Entenda como é feito este jogo de oposições em três looks de cada marca.
Alexandre Herchcovitch

Alexandre Herchcovitch parte da tradicional roupa de rabinos para mostrar sua coleção, que mistura alfaiataria e esportivo como poucos conseguem fazer. Ele encurta o tradicional trench coat e transforma a peça em uma jaqueta; pega o desenho do paletó e faz uma camisa; usa casaco mais longo com calça modelo agasalho de elástico na barra.


João Pimenta

João Pimenta se inspira em casacas e fraques do século 19 e utiliza tecidos artesanais, feitos em tear, que dão a impressão de serem pesados e quentes, mas não são. As barras arredondadas do paletó, a calça de pregas mais larga e o comprimento mais longo que pode funcionar como um sobretudo mostram exercícios que procuram renovar o repertório do guarda-roupa masculino.

Fonte: UOL.Estilo.Moda

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Primeira fragrância Louis Vuitton


Depois de anos, a Louis Vuitton resolveu criar sua primeira fragrância! O perfumista Jacques Cavallier-Belletrud já está investigando flores raras e quase extintas na França para usar como elementos no futuro lançamento da grife. Estou curioso!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Todo Trabalhado na ZARA.

Hoje o mundo da moda consegue movimentar milhões de dólares anualmente seja com marcas famosas, ou seja, com campanhas estrondosas.

E é com muito prazer que eu apresento um Look da Zara.

A moda foi, por muito muito tempo, um fator de identidade social. Nobres (e burgueses imitões haha) usavam um tipo de roupa e plebeus usavam outro. Hoje em dia (principalmente depois dos anos 70), o que se vê é uma amenização nessas diferenças, apesar de elas ainda existirem nos diferentes tipos de tecido e na qualidade das roupas. Mas, embora essas diferenças existam, a moda caminha pra uma homogeneização nessa questão. É óbvio que o Luxo sempre vai existir (super fator que impulsiona a moda e faz muita gente sonhar). Mas, atualmente, a moda é muito mais um fator de identidade pessoal do que social.

Hoje, quando a gente pensa como determinada pessoa está vestida, é muito mais pra analisar como ela é/o que faz/o que sente e menos pra saber de que classe social ela é. Tanto é que se vê, cada vez mais, infinitas tendências nos desfiles e há bastante liberdade na hora de se vestir. É tudo uma questão de combinar bom senso e estilo.

Não importa se você usa azul e amarelo, verde e vermelho (há pouco tempo não podia isso, né?) ou preto e rosa, o que importa é que você esteja transmitindo às pessoas quem você é. Porque a moda é a forma mais bonita de comunicação que existe. =)


Moda é comunicação!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tendência é na ZARA

Sabemos que andar na moda tem um preço que nao é considerado tão barato assim, mas ainda bem que nós brasileiros hoje, já podemos contar com algumas magazines de grande porte e grande estilo.

Quando se fala em alta moda a nosso alcance, a melhor opção é a zara , que apresenta em suas lojas um toque de muito monocromatismo, da vontade de comprar todos os looks do jeito que eles foram montados.

Os ternos acinturados são ótimos pra um dia imprevisível , onde se tem uma leve chuva e mesmo com uma produção mais despojada cai bem.
Mesmo nao sendo comum, as gravatas em tamanho menor (60's) estão com tudo, cara de bom moço , com muito estilo e mesmo vintage , vanguarda.
Malhas com algodão tão amadas no verão agora recebem uma repaginada , essa malinha com cara de usada e com texturas diferentes. moderna, bacana, "bioagradável."
Ja as calças , cortes variados, perna justa, perna ampla, vale tudo, sendo poucos tons acima ou a baixo da parte de superior do look. Para completar o fino monocromatico, boinas , cintos, bolsas, e cachecol são os mais indicados.
E as sandálias, não preciso dizer que são todas lindas." A que tem uma tendência gladiadora, vai pegar! muito! "

Corre na ZARA , aproveita. moda boa, muita roupa, várias opções.

I Love You ZARA.

Próxima postagem com muitas cores! Aguardem Meninos...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CHANEL


Um verdadeiro mito. Responsável por grande parte das principais mudanças no vestuário feminino e na moda ocorridas no século XX. Considerada uma das forças do movimento feminista do começo do século passado, Mademoiselle Coco Chanel criou uma moda atemporal e elegante, ostentada até os dias de hoje, fazendo de sua marca um sinônimo de elegância e conforto. Enfim, CHANEL é sempre tendência.
-
A história
Para contar um pouco da história da marca CHANEL é imprescindível conhecer um pouco da vida de sua criadora. A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. Mitômana, nunca quis admitir sua origem pobre. Foi apenas após a sua morte, em 1971, que os reais fatos de sua infância ficaram conhecidos do público. Nascida no interior da França, na pequena cidade de Saumur em 19 de agosto de 1883, Gabrielle Bonheur Chanel ficou órfã de mãe aos seis anos de idade. Seu pai, Albert Chanel, a mandou para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, onde permaneceu até a adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condizia com a ânsia de Coco Chanel. Trabalhou como balconista e até em um cabaré, onde cantava a música ”Qui qu’a vu Coco dans le trocadero?” (responsável pela origem de seu apelido Coco).

Mas o intuito de vencer na vida era mais forte e, para isso, ela decidiu sair à caça de amantes, de preferência homens ricos, que pudessem lhe ajudar. Esse foi o primeiro grande confronto de Coco Chanel com a sociedade machista do início do século XX. O envolvimento com o milionário oficial de cavalaria Etienne Balsan levou-a a Paris, aos 16 anos, e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel (que muitos dizem ter sido o grande amor da estilista e morreu jovem em um acidente automobilístico em 1924), montou sua primeira loja, a Casa Chanel (Chanel Modes) em 1909, no piso térreo de um edifício em Paris. No começo, vendia elegantes chapéus para mulheres. A loja estava localizada na região da Balsan, que era ponto de encontro dos burgueses e políticos franceses e suas amadas, e uma oportunidade para Coco vender seus famosos chapéus. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as damas parisienses que freqüentavam o jóquei clube da cidade. Quem era aquela mulher que ousava nos trajes simplistas, com misturas entre vestimentas femininas e masculinas? A partir desse momento, Coco Chanel decidiu dedicar-se à costura. Arthur viu em Coco uma futura mulher de negócios e a ajudou a adquirir um imóvel no prestigioso número 31 da Rue Cambon, no ano de 1910.

Seus cortes simples encantaram e, em 1913, antes da Primeira Guerra Mundial, inaugurou, simultaneamente, duas boutiques de moda, em Deauville (um dos elegantes centros da França na época) e em Paris. Nesta época ela começou a criar roupas esportivas femininas. Em 1916, abriu uma loja de Alta Costura em Biarritz e, em 1920, fixou-se definitivamente no n.º 31 da Rue Cambon, onde a Maison Chanel existe até os dias de hoje. Coco Chanel costumava dizer que no mundo da moda havia um excesso de homens que não sabiam como proporcionar o conforto às mulheres. Foi por isso que o estilo criado por ela revolucionou o século XX: ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias com muitos babados, permitiu que a ela se sentisse livre e poderosa vestida de maneira simples e prática. “Não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas”, costumava dizer. Com essa filosofia, queria atingir o maior número de mulheres que pudesse com roupas de cortes retos e elegantes. Não se importava em ser copiada por outros estilistas; o que mais a alegrava era ver mulheres vestindo suas inovações.

Jérsei, cardigan, sapatos sem salto, vestidos de corte a direito e sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alça de corrente dourada: a renovação do guarda-roupa feminino para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos estava disponível na criatividade de Coco Chanel. Era o chique minimalista que seria adotado por aquelas que estavam cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto (“Little Black Dress”) seria outra de suas grandes invenções que se tornaria célebre. Saindo das festas de gala e dos momentos de luto, se transformaria no curinga e, de antemão, marcaria o perfil da mulher moderna, preparada para ser uma profissional e parecer feminina e elegante em qualquer situação. Utilizado pela primeira vez em 1926, o modelo foi chamado pela revista Vogue como o “Ford dos vestidos” (uma alusão aos carros da marca americana que eram produzidos e vendidos em larga escala).

No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças em um único ano. O segredo do sucesso de Chanel era simples: apenas desenhava roupas que gostava de vestir. Não colocava seus esboços no papel, criava-os em cima do tecido, no corpo da modelo. Isso porque era a roupa que deveria se adequar ao corpo, e não ao contrário, como gostava de dizer. Neste período, Coco Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Seus modelos vestiram estrelas reluzentes como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich e Ingrid Bergman, a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, entre outros grandes nomes. Durante a Segunda Guerra Mundial Chanel chegou a trabalhar como enfermeira, uma vez que os negócios relativos à moda estavam em baixa, somente acessórios e perfumes de sua marca eram comercializados neste período. Nesta época envolveu-se com o oficial alemão Hans Gunther von Dincklage, o que lhe custou o exílio na Suíça

Em 1954 voltou a Paris e retomou seus negócios na alta costura. Sua carreira teve um renascimento nesta época. O cardigan, o vestido preto e as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo CHANEL de fazer moda. Quando apresentou a coleção de 1958, as francesas ficaram maravilhadas. A revista ELLE escreveu em destaque: “Dez milhões de mulheres votam CHANEL”. Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte CHANEL.

No ano de sua morte, no dia 10 de janeiro de 1971, aos 87 anos, no luxuoso Hotel Ritz de Paris, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente desenhando uma nova coleção. Assim como toda a história de sua vida, o momento da morte também foi marcado por glamour e boatos. Sozinha, no quarto do Hotel Ritz, onde viveu por aproximadamente 33 anos, a estilista teria dito a uma camareira que estava presente: “Vê? É assim que se morre. Sozinha, mas sempre chique”. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que vestiam suas roupas em sinal de homenagem. Depois de sua morte, o empresário francês Jacques Wertheimer, que mantinha proximidade com Coco Chanel desde 1954, comprou a marca e a manteve sem grandes inovações, lucrando com a venda de perfumes, cosméticos e acessórios. Seu filho, Alain, fez disparar as vendas da fragrância Chanel nº 5 ao diminuir sua produção e retirar o perfume das prateleiras das farmácias, atribuindo-lhe um conceito de exclusividade, além de investir uma fortuna em publicidade. O ano de 1983 foi marcado pela chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico da marca tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. Era o início de uma nova e glamorosa fase para a marca CHANEL comandada pelo “Kaiser da Moda”.

O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal. Nesta década a CHANEL abriu mais de 40 lojas próprias nas mais elegantes e sofisticadas cidades do mundo. Ao comando do executivo Françoise Montenay, a CHANEL ingressou no novo milênio revigorada e cheia de novidades, que começaram com a inauguração em 2001 da primeira boutique da marca especializada somente em acessórios. E seguiu em 2002, com uma luxuosa loja em Nova York especializada somente em jóias e relógios. Foi desta maneira que a grife CHANEL se tornou mundialmente reconhecida como um dos maiores impérios da moda, reconhecida por seus artigos de extremo luxo e altíssima qualidade.

A linha do tempo
1916
● Introduziu na alta costura o jérsei de malha estreita, antes usado apenas em roupas de baixo masculinas.
1920
● Coco Chanel deu um de seus golpes mais ousados, lançando calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças de boca larga usadas por marinheiros. Diz a lenda que a moda das calças boca-de-sino surgiria depois de uma visita a Veneza, onde Coco as usou dizendo que eram mais práticas para subir e descer nas gôndolas.
1924
● Fundação da Société Des Perfums Chanel para produzir e vender perfumes e produtos de beleza da marca.
● Introdução de suas primeiras jóias.
1926
● Lançamento do tailleur de tweed, inspirado em uma das viagens da estilista a Escócia.
1932
● Lançamento de sua primeira coleção de jóias finas, dedicada especialmente aos diamantes. No ano seguinte, a coleção foi relançada com a inauguração de uma loja na Place Vendôme em Paris. Atualmente existem oito lojas de jóias finas da CHANEL nos Estados Unidos e outras 41 unidades espalhadas pelo mundo.
1937
● Os vestidos de verão, desenhados por Coco, possuiam contrates na cor e na forma.
1955
● Lançamento das bolsas de matelassê e alça de corrente. Este modelo ficou conhecido como a clássica bolsa “2.55”.
● Lançamento do Eau De Toilette For Men, primeiro perfume masculino da marca.
1970
● Lançamento do perfume Chanel Nº19. O número 19 era a data de nascimento de Coco Chanel.
● Lançamento de uma coleção de produtos beleza, composta por maquiagens e um regenerador chamado Crème Nº 1 FRE.
1974
● Lançamento do perfume Cristalle.
1984
● Lançamento do perfume Coco Fragrance.
1987
● Lançamento no mercado do Premiere, primeiro relógio com assinatura CHANEL, caracterizado por sua caixa octogonal.
1993
● Inauguração do novo departamento de jóias com o lançamento de sua primeira coleção, baseada na criação “Bijoux de Diamants” de 1932.
● Lançamento do perfume masculino Platinium Egoiste.
1996
● Lançamento do famoso perfume feminino Allure. A versão masculina foi introduzida dois anos mais tarde.
1999
● Lançamento da Précision, primeira linha de cosméticos para a pele da marca.
● Lançamento de uma coleção de óculos para sol armações de receituário. Os óculos da grife, quase sempre, possuem o tradicional logotipo, com os dois “C” entrelaçados, em evidência nas hastes.
2000
● Lançamento do J12, primeiro relógio unissex da marca.
2001
● Lançamento do perfume Coco Mademoiselle, direcionado para um público mais jovem.
2002
● Lançamento do perfume Chance.
2007
● Lançamento da VÉLO CHANEL, primeira bicicleta da grife francesa. O modelo vinha equipado com duas sacolas de couro Matelassê com o famoso logotipo da marca, correia de proteção de couro para evitar o contato com as pernas, oito velocidades de marcha, além de pneus que não furavam e dispositivo anti-roubo. O preço da obra prima: €8.900.
2009
● Lançamento da coleção de bolsas Coco Cocoon, compostas por modelos grandes, largos e dupla-face, com versões distintas em nylon e lambskin (um couro mais fininho). Estrelada por Lily Allen, a coleção foi um sucesso tão grande que a marca decidiu repetir o lançamento para 2010. A nova coleção conta ainda com um detalhe muito interessante: são reversíveis, podendo ser utilizadas também com o lindo acabamento interno, em tecido vermelho, para o lado de fora. Mademoiselle Coco revestiu sua primeira bolsa, uma clássica “2.55″, com tecido vermelho escuro, um tom de borgonha, pois considerava que assim era mais fácil encontrar seus pertences ali dentro. Era lógico que o diretor de criação Karl Lagerfeld mantivesse este detalhe para a coleção recente.
● Lançamento da 1° edição da revista 31 Rue Cambon, disponível em todas as lojas da marca no mundo.
2010
● Lançamento do perfume masculino Bleu de Chanel.

O perfume das estrelas
O perfume mais famoso do mundo foi criado por Ernest Beaux, famoso perfumista da época, a pedido de Coco Chanel, que sugeriu: “Um perfume de mulher com cheiro de mulher”. Dentro de um frasco art déco (feito em cristal, retangular, com uma espécie de selo identificador, quase como se fosse uma etiqueta), que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista. Revolucionando o mundo das fragrâncias, o perfumista utilizou em sua fórmula corpos sintéticos em proporções inéditas até então: eram mais de 65 substâncias em sua composição entre elas, rosas, jasmins de Grasse, flores raras do oriente e sândalo, além da luxuosa essência do pau-rosa, árvore tropical ameaçada de extinção e que encantou os europeus desde o século XVIII por sua exuberante fragrância. O cinco era o seu número da sorte, tanto que Coco apresentou o perfume no dia 5 de maio de 1921. Outra história conta que a estilista escolheu o número, pois entre 10 amostras preparadas pelo perfumista a que mais lhe agradou foi a 5. Até hoje é o perfume mais vendido em todo o mundo, comercializado em mais de 140 países.
O perfume alavancou seus negócios e se tornou legendário. Mas foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um verdadeiro sucesso. Ao ser entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu: “Apenas algumas gotas de Chanel nº 5”. A composição da fragrância permaneceu praticamente inalterada ao longo de mais de meio século de existência, algo incomum mesmo entre marcas de prestígio. Grande parte dos jasmins e rosas de maio utilizados na produção do perfume ainda é cultivada pelas mesmas famílias de floricultores do sul da França, com custos de produção até 30% maiores do que seus equivalentes chineses. Para a empresa, no entanto, transferir o local de produção dessas flores significa comprometer o aroma do perfume, e isso está simplesmente fora de questão.

Mais recentemente, em 2004, foi lançada uma estonteante campanha publicitária do perfume estrelada pela atriz Nicole Kidman, o novo rosto do Chanel nº 5 para encarnar a elegância e modernidade do produto. A campanha contou ainda com um mini filme de 2 minutos dirigido pelo renomado Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge”, que contava com Nicole Kidman e o brasileiro Rodrigo Santoro. O filme, orçado em US$ 20 milhões, conta a história de uma atriz que foge de fotógrafos em uma première e termina nos braços de um estranho escritor. Tudo embalado ao som da Orquestra Sinfônica de Sydney, que toca uma versão de “Clair De Lune” do compositor Claude Debussy.

O atual rosto do perfume Chanel nº 5 é a atriz francesa Audrey Justine Tautou, estrela do filme “Código da Vinci”. Desde 1921 quando a marca CHANEL criou seu primeiro perfume, a empresa teve apenas três perfumistas responsáveis pelas criações: Ernest Beaux (1920-1961), Henri Robert (1958-1987) e Jacque Polge (1978–presente).

Um ícone para os lábios
Mademoiselle Chanel era fascinada por batons. Sua primeira criação ocorreu em 1954 através de um batom cremoso em formato de stick, que foi inserido em uma embalagem retangular, uma réplica exata do frasco spray do perfume Chanel Nº5. O batom se tornou um ícone para a CHANEL que a grife passou a reservar um compartimento especial em suas bolsas somente para guardá-los. Este batom histórico passou por muitas adaptações, seguindo as inovações tecnológicas a cada ano. Em 2010 ocorreu o lançamento da linha Rouge Coco, batons de texturas cremosas que envolvem o lábio de forma uniforme, proporcionando um resultado mais luminoso, confortável e acetinado. O complexo Hydratender garante hidratação prolongada por até 8 horas. Graças aos pigmentos extremamente refinados, a luminosidade da cor é preservada por mais tempo. Um leve buquê de rosas frescas, realçado por acordes de raspberry e um toque de baunilha trazem prazer ao olfato. A marca reviveu a embalagem ícone de seus históricos batons para mais esse lançamento: um case preto, com um luxuoso anel dourado e polido, um objeto instantaneamente reconhecido no momento em que a mulher coloca a mão dentro de bolsa para encontrar seu batom. A linha conta com 30 diferentes tons, sendo que cada um deles recebeu o nome de uma fase importante da vida de Coco Chanel: Camelia, Mademoiselle e Paris, para citar alguns.

A mítica loja da Rue Cambon
A loja mais famosa da marca CHANEL está localizada em Paris precisamente instalada no n.º 31 da Rue Cambon desde 1921. Foi neste endereço que Coco Chanel abriu sua primeira boutique. Este endereço, onde Coco morou durante anos, é atualmente o Headquarters (espécie de quartel-general) da marca e uma grande atração turística da cidade mais chique do mundo. A loja é totalmente diferente de todas as outras. O aroma exclusivo do perfume Chanel nº 5 saúda os visitantes. Não há sequer uma mercadoria exposta. O cliente tem que pedir o que desejar. Além da loja, há uma espécie de museu na parte de cima.

Porém, a maior loja da marca fica localizada no bairro de Ginza, na cidade de Tóquio no Japão. A loja, que possui 6.000 m², é um dos maiores investimentos da história da maison francesa. Apenas o terreno custou mais de US$ 50 milhões. Com uma fachada de vidro de 56 metros de altura, garagens subterrâneas informatizadas e computadores interativos espalhados pelos dez andares do prédio, responsáveis por contar toda a história da marca além de mostrar os últimos lançamentos, a loja recebe peças exclusivas para o mercado local. Na entrada principal, bolsas, peças exclusivas e o setor de beleza e cosméticos. No terceiro andar, vestidos de noite, sapatos preciosos e bolsas sofisticadas. O detalhe fica por conta da música, que a cliente pode escolher a cada troca de roupa. No quarto andar, o espaço batizado de Nexus Hall, reservado para desfiles, acontecem coquetéis e exposições. Setecentas mil micro-lâmpadas de LED instaladas nas paredes de vidro externas ficam acesas todas as noites, reproduzindo o tweed, referência máxima de padrão de tecido que marca o estilo CHANEL.

O logotipo
O tradicional e reconhecido logotipo da marca CHANEL com dois “C” entrelaçados (Double C) foi criado pela própria estilista e deriva de seu nome “Coco Chanel”. O logotipo somente foi registrado como marca depois da abertura de suas lojas.

Os slogans
Coco, l'esprit de Chanel. (1992)
Egoïste pour l'homme. (1990)
I am made of blue sky and golden light, and I will feel this way forever ... Share the Fantasy. (1979)

Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1909
● Fundador: Coco Chanel
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Chanel S.A.
● Capital aberto: Não
● Chairman: Alain Wertheimer
● CEO: Maureen Chiquet
● Preseidente: Francoise Montenay
● Estilista: Karl Lagerfeld
● Faturamento: €2.8 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: + 200
● Presença global: 100 países
● Presença no Brasil: Sim (2 lojas)
● Funcionários: 1.500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Roupas, perfumes, maquiagem, óculos, bolsas, sapatos
● Ícones: O perfume Chanel nº 5
● Slogan: Share the Fantasy.
● Website: www.chanel.com
-
A marca no mundo
A marca CHANEL, um grande império que inclui alta costura, roupas, bolsas, sapatos, jóias, acessórios, cosméticos e perfumes, é controlada pela família Wertheimer e possuí mais de 200 exclusivas e elegantes lojas próprias ao redor do mundo, além de ser dona da Eres, uma marca que vende linhas de moda praia e lingeries. Seus luxuosos produtos também são comercializados nas mais elegantes redes de lojas de departamento do mundo. No Brasil a marca está presente no luxuoso Shoping Cidade Jardim e no Iguatemi, onde a marca também possui a Chanel Make Up Studio, primeira loja-conceito da marca nas Américas, que vende somente maquiagem, produtos de beleza e óculos.

Você sabia?
● O poder de Coco Chanel em ditar a moda era tão grande que a mania pelo bronzeado no verão surgiu quando, após uma viagem ao Mediterrâneo, a estilista voltou com o tom de pele acobreado. Todas as mulheres queriam copiá-la.
● O depoimento a seguir mostra a personalidade de Coco Chanel: “Eu criei um estilo para um mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas o estilo Chanel. Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda”. -

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PRADA


Imagine uma marca italiana que seja sinônimo de luxo e glamour no mundo inteiro. Que até o Papa usa seus calçados. Ou melhor, até o Diabo veste. Chamar a italiana PRADA de marca é um tremendo insulto. Chique e luxuosa, desperta nas mulheres um intenso, e muitas vezes incontrolável, desejo por suas peças que mais parecem verdadeiras jóias do mundo da moda, chegando a ponto da poderosa editora da revista Vogue americana, Anna Wintour, declarar: “PRADA é o único motivo para alguém assistir à temporada de moda em Milão”. Resumindo, PRADA é simplesmente divina.

A história
A tradicional grife italiana foi fundada na cidade de Milão em 1913 por Mario Prada e seu irmão Martino com o nome de Prada Brothers (em italiano, Fratelli Prada). Começou a sua atividade comercial através do design e da manufatura exclusiva de acessórios de luxo, como malas de viagem e bolsas, em couro e peles sofisticadas, além de outros materiais de elevada qualidade. Ganhou notoriedade ao longo das décadas por seus produtos de luxo. Já em 1919, a loja localizada na Galleria Vittorio Emanuele II se transformou no local favorito da realieza italiana e da aristocracia européia, que buscava produtos cheios de elegância e sofisticação. Na época, eles não admitiam que as mulheres da família se envolvessem nos negócios, mas, ironicamente, foi a filha de Mario, Luisa Prada, quem administrou a loja por quase 20 anos. No ano de 1978, a neta de um dos fundadores, Miuccia Prada, juntamente com seu futuro marido Patrizio Bertelli, assumiu o controle da empresa, que já tinha perdido muito do seu brilho, e passou a criar produtos mais inovadores e contemporâneos. Nesta época a PRADA faturava míseros US$ 450 mil por ano. Além disso, ingressou com seus produtos em grandes e badaladas lojas de departamento. A ascensão da PRADA como marca de luxo se dá no início da década de 80, com o lançamento de uma bolsa preta de linhas básicas. O acessório tornou-se febre entre atrizes e celebridades, levando o nome da marca a um público maior e cheio de glamour. Pouco depois, em 1983, a empresa inaugurou uma segunda loja também na cidade de Milão. Essa nova loja representava uma nova imagem da marca, combinando elementos tradicionais com uma arquitetura moderna, além de introduzir em sua decoração a cor verde-palha, que se tornaria, nos anos seguintes, um símbolo padrão de suas lojas.

Outro fator de recuperação da marca italiana foi o lançamento de uma simples, porém célebre, mochila preta de nylon, material utilizado para fazer tendas militares, ajustada com tiras de couro. Além de ser bela a mochila criada era resistente. Miuccia acertou em cheio as necessidades de suas consumidoras: mulheres modernas que precisavam de praticidade, mas não abriam mão da beleza. Bolsas e outros acessórios de nylon foram estampados com o triângulo metálico invertido, onde era possível ler o nome da marca, e rapidamente se tornaram objetos de desejo, usadas por modelos como Jerry Hall e Marie Helvin. “Uma bolsa ou um sapato são boas maneiras de se identificar estilisticamente, sem ter que se estressar com o look inteiro”, costuma afirmar a estilista. É da mesma época o tênis com cara de sapato (ou será sapato com cara de tênis?) que chegou, viu e venceu no mundo dos calçados. Começava então a transformação da marca PRADA em um ícone do mercado de luxo mundial.

O processo de internacionalização da marca italiana foi acelerado com a inauguração em 1986 da primeira loja em Nova York e Madri, seguidas por unidades em Londres, Paris e Tóquio. No final desta década a PRADA entrou definitivamente no universo do mundo fashion ao apresentar sua primeira coleção de roupas femininas, aclamada pelas inovadoras linhas puristas e austeras, causando impacto e chamando a atenção do mundo da moda para a marca. A coleção mostrava muitas novidades, novos tecidos e tecnologias. O público, acostumado com a “sensualidade em forma de roupa”, se surpreendeu com as linhas retas e o tom intelectual da coleção. A crítica comparou PRADA à Gucci: enquanto a garota Gucci está tomando tequila no fundo de uma boate vestindo mini-saia e top, a garota PRADA está num café lendo Proust.

Os anos 90 começaram com a criação da MIU MIU, uma espécie de segunda linha da marca italiana batizada com o apelido de Miuccia, mais acessível e rapidamente adotada pela juventude cosmopolita, conferindo-lhe o status de ícone da moda mundial. Quase ao mesmo tempo a PRADA lançou no mercado sua primeira coleção masculina. Além disso, a empresa criou a Fundação Prada, que promove projetos e exposições com foco em arte contemporânea. Nos anos seguintes a PRADA lançou inúmeras novidades como uma linha esportiva, coleções de relógios, roupas íntimas, cosméticos, perfumes e uma sofisticada linha de decoração para casa. Ainda nesta década a marca ganhou enorme visibilidade com a inauguração de novas e modernas lojas em Londres (1994), Nova York, San Francisco e Paris (1996). Nesta época a marca possuía aproximadamente 40 lojas próprias, 20 das quais localizadas no Japão. Em 1998 a marca inaugurou sua primeira loja exclusivamente dedicada ao público masculino na cidade de Los Angeles.

Em 2008 a marca italiana lançou uma coleção de acessórios e uma linha limitada de bijuterias com estilo retro. A marca selecionou materiais inovadores para as bijuterias, como cristais tratados em choque térmico para criar um efeito “craquelado”. Os cristais de vários tamanhos e formas foram aplicados em colares, brincos e pulseiras. Foi neste mesmo ano, que a marca italiana ressuscitou as rendas, até então ligeiramente esquecidas pela indústria fashion, em sua coleção de inverno, repleta de peças com corte comportado e transparência. Em 2010 a marca italiana inaugurou quatro novas lojas em Xangai, elevando o número de unidades no país para 38, demonstrando a importância desse enorme mercado nos planos futuros da empresa. Atualmente os preços dos sapatos da marca italiana variam entre US$ 400 à US$ 2.500, as bolsas entre US$ 200 e US$ 7.000, as jaquetas entre US$ 3.000 à US$ 15.000 e os vestidos entre US$ 1.500 à US$ 7.500. Afinal de contas, o luxo da PRADA tem seu preço.

A linha do tempo
1979
● Lançamento da primeira coleção de sapatos femininos.
1984
● Lançamento da PRADA BACKPACK, uma mochila feita em náilon que se transformaria em um dos ícones da marca italiana.
1988
● Lançamento da primeira coleção de roupas feminina da marca.
1993
● Lançamento da MIU MIU, uma marca mais jovem e ousada composta por roupas, bolsas, calçados e acessórios. Essa marca descontraída investe em cores, estampas e comprimentos míni.
● Lançamento da primeira coleção masculina de roupas, calçados e acessórios.
1995
● Criação da FUNDAZIONE PRADA (Fundação Prada) para abrigar exposições de arte e publicar livros.
1997
● Lançamento da PRADA SPORT, uma linha esportiva de roupas e acessórios.
2000
● Lançamento da primeira coleção de óculos de sol e armações da marca italiana.
● Lançamento de sua primeira linha de cosméticos.
2001
● Inauguração em Nova York da PRADA EPICENTER, uma loja-conceito com arquitetura e design inovadores.
2004
● Lançamento do PRADA DONNA, primeiro perfume da marca.
● Lançamento do perfume feminino PRADA AMBER.
2006
● Lançamento do PRADA AMBER, primeiro perfume masculino da marca italiana.
2007
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION D’IRIS.
2008
● Lançamento do perfume masculino PRADA INFUSION D’HOMME.
● Lançamento dos óculos PRADA BUTTERFLY, que possuía proporções mais avantajadas e linhas laterais em forma de asas de borboleta. Rapidamente Nicole Richie, Paris Hilton, Brooke Shields e Gwen Stefani foram clicadas usando os óculos, que se transformaram em um enorme sucesso.
2009
● Lançamento do perfume PRADA L’EAU AMBRÉE.
● Lançamento de um livro que mostra os últimos 30 anos da marca italiana. Nas 706 páginas do livro estão não somente a trajetória histórica da empresa e as imagens dos produtos mais famosos, mas também todo o processo criativo. Um dos conteúdos da publicação são as 3.885 fotos em miniatura das bolsas e sapatos mais famosos da grife italiana.
● Lançamento do PRADA TRANSFORMER, uma pioneira estrutura temporária, que serve para acomodar uma variedade de eventos culturais. Constituída por quatro formas geométricas básicas - um círculo, uma cruz, um hexágono e um retângulo envoltos em uma membrana translúcida - projetadas para receber uma exposição de moda, um festival de cinema, uma exposição de arte e um desfile de moda da marca italiana. A primeira cidade a contar com o novo projeto foi Seul na Coréia do Sul.
2010
● Lançamento da coleção PRADA MADE IN, feita á mão e que combina estilos artesanais de localidades diversas do mundo com a identidade da marca. Assim a “Prada Made in Scotland” é uma coleção de kilts de tartan produzidos em oficinas especializadas nas técnicas centenárias de tecelagem e confecção. Os bordados indianos e seu colorido de encher os olhos também ganharam uma linha com a etiqueta de luxo, “Prada Made in India”, que traz peças produzidas a mão com a técnica Chikan, tradicional da Índia muçulmana. Do Peru, por sua vez, vem uma série de cardigãs e blusas em malha de lã de alpaca, conhecida pelos incas como o “ouro dos Andes”. O Japão, curiosamente, também entrou na lista com o jeans produzido pela Dova, considerada por Miuccia a fábrica de jeans mais sofisticada do planeta.
● Lançamento do PRADA PRIVATE, um serviço de customização de óculos onde o cliente tem a opção de trocar as iniciais “P” e “R”, que estão na lateral das hastes, por outras duas letras quaisquer do alfabeto ou ainda alguns símbolos como números, corações, estrelas e caveiras.
● Lançamento do perfume feminino PRADA INFUSION DE TRUBÉREUSE.
2011
● Lançamento do PRADA AMBER POUR HOMME INTENSE, uma edição limitada da tradicional fragrância masculina da marca.
PRADA + LG
A marca italiana inovou ao lançar no mês de março de 2007, em parceria com a coreana LG Electronics, o aparelho celular LG PRADA KE850. O celular, que estava sendo desenvolvido desde 2005, chamado de “PRADA Phone by LG”, é esguio (12 milímetros de espessura), com tela sensível ao toque e câmera de 2 mega pixels. A grife italiana ajudou a criar a interface do aparelho, os tons de chamada, o conteúdo pré-instalado e os acessórios. Segundo a PRADA o objetivo do projeto é posicionar a marca na arena dos telefones celulares, que cada vez mais são sinônimos de estilo. O novo aparelho, lançado ao preço de €600, vendeu 300 mil unidades em oitos países (Itália, Alemanha, Reino Unido, França, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong) nos três primeiros meses. Em 18 meses foram mais de 1 milhão de unidades vendidas. No Brasil, o celular chegou, meses depois, comercializado pelas operadoras Vivo, Claro e Tim ao preço de R$ 1.900,00. A LG não comentou a razão pela qual optou por não lançar o modelo nos Estados Unidos. Em 2009 a segunda geração do telefone celular foi lançada no mercado.

Experiência única
Além da moda, a empresa revoluciona na arquitetura, com seus projetos de lojas, com jeito de galeria, sem nome na fachada e onde os produtos têm status de obras de artes, assinados por importantes arquitetos contemporâneos como o visionário holandês Rem Koolhaass, responsável pela filial de Nova York, inaugurada em 2001 no badalado distrito do SoHo, erguida no local onde funcionou a filial do Museu Guggenheim. Ao custo de US$ 40 milhões, o espaço de 2.300 metros quadrados, assombra pela arquitetura e encanta pela decoração, chegando a surpreender pelos sofisticados efeitos tecnológicos. O nome do projeto não poderia ser mais sugestivo: PRADA EPICENTER, um local em que moda, arte e arquitetura se relacionam. Algumas novidades incluem o elevador redondo de vidro (decorado com malas e bolsas da marca) e as portas dos provadores feitas com painéis de cristal líquido que escurecem quando o cliente entra para experimentar uma peça de roupa, garantindo sua privacidade. Outra novidade está dentro dos provadores. O consumidor pode pendurar peças de roupa e acessórios em uma espécie de cabide. As imagens são capturadas através das etiquetas inteligentes e projetadas numa tela de plasma. Basta apertar botões nessa tela para o cliente misturar as peças até encontrar a melhor combinação ou obter detalhes sobre os artigos como tamanhos, cores, materiais, número de peças no estoque e preço – este, raramente abaixo dos quatro dígitos. Produtos são exibidos em gaiolas de vidro penduradas no teto; outros, ainda, sobre tablados de madeira em sala de piso quadriculado e teto de espelho. Resultado: virou ponto turístico de Manhattan. A unidade de Tóquio, inaugurada em 2003 e assinada pela dupla suíça Jacques Herzog e Pierre de Meuron, é a mais provocativa construção da capital japonesa. Este conceito de loja possui unidades também em Beverly Hills (inaugurada em 2004) e San Francisco.

O gênio por trás da marca
Hoje em dia, ela é considerada a papisa da moda. Maria Bianchi Prada nasceu no dia 10 de maio de 1949 em Milão, berço da moda italiana. Formada em ciências políticas e ex-militante do Partido Comunista Italiano, em sua juventude, onde participava de passeatas vestindo roupas do estilista Yves Saint Laurent, participou de movimentos estudantis e quis trazer para suas coleções uma mulher inteligente, bem informada, ousada e inovadora, bem diferente do estilo feminino e sensual pregado pelos seus conterrâneos. Ela assumiu a empresa aos 28 anos, ocupando o lugar da mãe, a contragosto. Porém, logo em seu primeiro desfile de prêt-à-porter, causou impacto e ganhou importância.

Tímida, avessa a entrevistas, festas e eventos, representa, na moda, a intérprete de seu tempo, uma verdadeira antena parabólica de vontades. Mais que isso: ela antecipa vontades, lançando em seus desfiles em Milão uma moda que ainda nem sabíamos que queríamos. Munida desse talento, transformou a PRADA, uma centenária marca italiana de bagagens (herança do avô), na mais copiada grife de moda do planeta, presente nas vitrines pop dos bairros chiques em pontos tão distantes quanto o Harajuku, em Tóquio, e o SoHo, em Nova York. Seu toque de Midas fez da PRADA uma das marcas que mais ditou tendências em acessórios ao longo dos últimos anos: bolsas com couro tie-dye, laço no lugar das alças, modelo bowling. Das profundezas do universo da moda, como uma sacerdotisa que fala por enigmas, Miuccia Prada comanda o espetáculo. Miuccia foi a primeira estilista a aparecer, em 2008, na capa da The New York Magazine, uma das publicações que mais dita tendências no mundo. A italiana é a única estilista que consta na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1913
● Fundador: Mario e Marino Prada
● Sede mundial: Milão, Itália
● Proprietário da marca: Prada S.p.A.
● Capital aberto: Não
● Chairwoman: Miuccia Prada
● CEO: Patrizio Bertelli
● Estilista: Miuccia Prada
● Faturamento: €2.05 bilhões (2010)
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 320
● Presença global: 80 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Itália e Estados Unidos
● Funcionários: 7.500
● Segmento: Moda de luxo
● Principais produtos: Bolsas, roupas, sapatos e perfumes
● Marcas: PRADA, MIU MIU e PRADA SPORT
● Ícones: Miuccia Prada
● Website: http://www.prada.com/

A marca no mundo
A PRADA possui 320 lojas (incluindo a marca Miu-Miu) nas cidades mais importantes e cosmopolitas de 80 países ao redor do mundo. Objetos em couro e calçados respondem por uma fatia de 65% do total de vendas e prêt-á-porter por 34%. Geograficamente, a Itália sozinha responde por 27% dos rendimentos, o restante da Europa por 27%, Ásia-Pacífico por 25% e Estados Unidos por 21%. Atualmente a PRADA possui várias linhas de produção de moda masculina e feminina, tais como: Prada Cosmetics (para perfumes, maquiagem, loções faciais e corporais), Prada Sapatos (sapatos, sandálias, botas, mocassins, tênis), a Prada Eyewear (armações e lentes para óculos de grau e óculos de sol), assim como a confecção de roupas que vai de casacos e camisas até luxuosos vestidos. A empresa produz aproximadamente 8 milhões de peças por ano.

Você sabia?

● A luxuosa grife italiana foi mencionada em várias obras, como por exemplo, o livro O Diabo Veste Prada, tanto no próprio título quanto nas roupas que os personagens usaram em sua adaptação para o cinema.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mugler


Nicola Formichetti fez sua estreia como estilista na Mugler na temporada passada. Suas coleções de inverno 2011 vieram ultrafetichista. No desfile feminino, teve performance freak de sua musa e fiel cliente Lady Gaga e até entrada de Rick Genest, o modelo supertatuado conhecido como Zombie Boy. Para o verão 2012 da linha masculina, os ânimos vieram acalmados – na medida do possível, claro. Entre as inspirações do estilista, pornografia gay, traduzida em biker shorts de couro justíssimo, brilhos, blusas (na verdade, mangas apenas) que deixam todo o tronco à mostra e sungas cavadas. As loucuras lady-gaguianas ainda apareceram nos acessórios dourados que lembravam partes de armaduras. As inovações da alfaiataria do inverno tiveram sequência do verão, como por exemplo o blazer com metade em tecido transparente. Também cruzaram a passarela muitos looks com cores neon e jeans de lavagem bem noventinha.





http://www.youtube.com/R0GERHUDS0N

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Zara


Lojas modernas, espaçosas e bem iluminadas. Roupas, femininas, masculinas e infantis, que acompanham a tendência da moda mundial. Um ambiente onde o cliente se sente a vontade, sem ser importunado por vendedores insistentes. A fórmula de sucesso da rede espanhola ZARA, que se transformou em fenômeno no mundo da moda, pode até ser simples de explicar, mas o apetite de crescimento e do faturamento, certamente renderia um interessante case de marketing. De Tóquio a Nova York, passando por Buenos Aires, Caracas, Andorra, Paris ou Milão, a ZARA não deixa ninguém indiferente.
-
A história
A história começou quando o empreendedor espanhol Amâncio Ortega Ganoa largou os estudos aos 14 anos para começar a trabalhar como garoto de recados da camisaria La Gala, onde se vestia a elite da cidade de La Coruña. Treze anos depois, arriscou seu primeiro passo como empresário na área têxtil, trabalhando com a família dentro de um galpão mal iluminado confeccionando roupões femininos. Em meados da década de 70 ele resolveu ingressar no mercado de varejo, inaugurando a primeira loja ZARA, um modesto estabelecimento que vendia roupas íntimas, no dia 15 de maio de 1975 na cidade de La Coruña, localizada na província de Galícia, ao norte da Espanha. O nome escolhido inicialmente para o novo negócio seria Zorba, mas este já estava registrado, e ZARA foi adotado como segunda opção. Não demorou muito para começar a vender roupas.
O sucesso da loja foi tão grande que em menos de 10 anos outras lojas foram abertas em grandes cidades espanholas. Nesta época as lojas já vendiam coleção de roupas femininas e masculinas alinhadas com as principais tendências mundiais, literalmente abriu o mundo da alta costura às classes sociais menos endinheiradas. A empresa foi crescendo silenciosamente, afastada da publicidade, até que na década de 80 começou sua expansão internacional, inundando o mercado com roupas de design moderno e a preços acessíveis. No final de 1988 abriu a primeira loja no Porto (Portugal), um ano mais tarde deu um salto até Nova York; em seguida vieram Paris (1990), México (1992), Grécia (1993), Bélgica, Suécia (1994), Alemanha, Holanda e Brasil, todas em 1999
Seu mais importante passo rumo à expansão internacional foi dado em 10 de abril de 2002, quando inaugurou sua primeira loja em Milão, a capital da moda. Um antigo cinema de três andares na rua mais comercial da cidade foi o local escolhido para se fixar. O sucesso foi imediato. Sob o lema de moda sempre inovadora e a preços competitivos a rede prosperou e se tornou um gigante, conquistando mercados em diversos países, deixando a concorrência em pé de guerra. Em 2005, o principado mais chique da Europa, Mônaco, se rendeu aos encantos da moda plebéia da espanhola ZARA ao ganhar sua primeira loja. Em 2007 comemorou a inauguração de sua milésima loja com uma unidade aberta na cidade italiana de Florença. Neste mesmo ano, através da ZARA HOME, a marca lançou sua primeira bem sucedida inserção no mundo do comércio eletrônico. Recentemente a marca ZARA lançou o comércio eletrônico em seis de seus principais mercados (Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido e Alemanha). Hoje em dia, a marca ZARA, que virou um case marketing sem precedente no segmento, é conhecida como a máquina da fazer moda.
A expansão da marca
ZARA HOME - Rede de lojas especializada em artigos para o lar (com destaque para os artigos têxteis) como roupa de cama, mesa e banho, além de objetos de coração como cristais, tapetes, almofadas e móveis em madeira dos mais variados estilos e cores. Existe ainda uma linha para os animais e a ZARA HOME KIDS com berços, lençóis e adorno. Inaugurada em 2003, atualmente a ZARA HOME conta com 267 unidades em 26 países.
O segredo do sucesso
O quartel-general do império ocupa uma área construída de 600.000 metros quadrados em Arteixo, cidade da província de La Coruña. São 16 fábricas ligadas ao centro logístico por dois túneis e 210 quilômetros de trilhos, por onde transitam as roupas acabadas para serem distribuídas. Hoje em dia, a ZARA possui 200 funcionários só em seu time de criação, para conseguir responder imediatamente cada tendência que surge na moda. Estes profissionais cruzam informações com as demandas de cada gerente de loja e com os conselhos dos comerciantes. Tóquio é sua cidade favorita para inspiração e para prever novas tendências. O resultado é quase instantâneo: enquanto as outras lojas levam em torno de cinco meses para colocar uma nova coleção em exposição, a ZARA transforma a última tendência em roupas prontas em apenas quinze dias – e a um preço bem acessível, se comparado às lojas do mesmo patamar de conceito fashion. A empresa revolucionou o setor têxtil quando teve a idéia de lançar uma variedade de coleções a cada temporada, em vez das duas tradicionais coleções ao ano.
São novos artigos nas prateleiras duas vezes por semana. Anualmente é mais de 25 mil novos itens colocados a disposição do consumidor, uma média de 70 novos produtos por dia, sendo que cada item é produzido em pequena escala e somente reproduzido se obtiver sucesso nas vendas. Do contrário, é tirado da coleção. Um dos segredos está na logística: a ZARA consegue distribuir produtos um dia depois após o pedido ter sido feito pelas lojas da Europa, e dois dias depois no caso das unidades da Ásia e do continente americano (incluindo o Brasil). E não existem diferenças entre as linhas vendidas em cada um dos lugares – apesar das diferenças culturais, parece que a moda já é globalizada - pelo menos para os clientes da ZARA. Mas, para que este sistema seja rentável, demanda-se o maior volume possível, motivo pelo qual suas lojas estão situadas em locais estratégicos que contam com mercadorias novas a cada semana, o que lhes permite ter um tráfego constante de clientes. Os clientes da ZARA visitam as vitrines e prateleiras dezessete vezes ao ano em média, em contraste às quatro visitas feitas à concorrência. É por isso que suas vitrines, renovadas a cada duas semanas, são grandes e chamativas, mostrando as mercadorias como se fossem estrelas. Apesar deste modelo de sucesso a ZARA é acusada, por estilistas e artistas, de copiar suas roupas e coleções. A rede se defende dizendo que a inspiração vem das ruas. Porém, em 2003, por exemplo, na cerimônia de pedido da mão da princesa de Astúrias, a noiva Letícia Ortiz usou um terno de seda branca assinado por Armani. Duas semanas mais tarde, um modelo parecido, de viscose branca, inundou as prateleiras da ZARA em todo o mundo. Foi um sucesso de vendas. Em outro episódio recente, durante a turnê da cantora Madona pela Espanha, a roupa utilizada por ela no show foi rapidamente copiada pela ZARA. Na última apresentação da cantora no país, algumas garotas da platéia usavam uma roupa igual a sua
Vender sem publicidade
Provavelmente, um dos grandes trunfos da empresa tenha sido se tornar famosa sem ter que recorrer à publicidade. A ZARA não faz anúncios. Todo seu marketing está nas próprias lojas. Por isso, sempre se instala nos melhores lugares, situados estrategicamente nas ruas ou centros mais comerciais como a Regent Street em Londres, Rue Rivoli em Paris, Quinta Avenida em Nova York e Avenida das Américas no Rio de Janeiro. Tudo é estudado, nos mínimos detalhes. A decoração da loja, as vitrines, os funcionários. Nada é deixado ao acaso. Apesar disso, em ocasiões concretas foram feitas campanhas publicitárias. Para ingressar no mercado italiano a ZARA fez publicidade. Mas logo se viu que ela não teria feito falta alguma. Os consumidores, especialmente as mulheres, são fiéis apenas às marcas de luxo, mas não às medianas. Por isso, que sentido faz investir na marca? É melhor investir no negócio.

Dados corporativos
● Origem: Espanha
● Fundação: 15 de maio de 1975
● Fundador: Amâncio Ortega Gaona
● Sede mundial: Arteixo, La Coruña, Galícia
● Proprietário da marca: Grupo Inditex
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Presidente: Amâncio Ortega Gaona
● CEO: Pablo Isla Álvarez de Tejera
● Faturamento: €7.3 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Valor da marca: US$ 7.468 bilhões (2010)
● Lojas: 1.445
● Presença global: 77 países
● Presença no Brasil: Sim (28 lojas)
● Maiores mercados: Espanha, França, Itália e Portugal
● Funcionários: 92.300 (Grupo Inditex)
● Segmento: Comércio varejista
● Principais produtos: Roupas e acessórios
● Ícones: O ambiente moderno de suas lojas
● Website: www.zara.com